Energisa vai desativar, até 2025, 19 termelétricas a diesel, instaladas na região Amazônica; ferramenta mostra passo a passo on-line

A redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) está na pauta de prioridades de grandes governantes, consumidores, investidores e empresas que optaram pelo protagonismo na política de combate às mudanças climáticas. O tema faz parte da Agenda de Sustentabilidade do Grupo Energisa, que se comprometeu a buscar formas de reduzir suas emissões.

O primeiro passo do grupo, presente em 11 estados, foi o compromisso de desativação, até 2025, de 19 termelétricas a diesel, todas em operação na região Amazônica. Cerca de 400 mil pessoas, de 16 municípios, serão diretamente beneficiadas pela medida. Ganha também, só que de forma indireta, o Brasil, já que os efeitos das emissões de GEE refletem em todo o planeta.

Transparência

Outro avanço recente na política do Grupo Energia em relação à sustentabilidade foi o desenvolvimento do Descarbonômetro, disponível no site da empresa. A ferramenta digital permite dar mais transparência ao compromisso de desativação das termelétricas.

O Descarbonômetro é um tipo de relógio que informa, em tempo real, o volume de CO2 (dióxido de carbono) que deixou de ser emitido por conta do desligamento das termelétricas na Amazônia. A consulta ao recurso on-line pode ser feita de qualquer lugar do mundo.

Para concluir a desativação das usinas termelétricas, a Energisa vai investir R$ 1,2 bilhão. Ao final, o projeto terá desmobilizado um total de 169 MW – equivalente ao corte de 502 mil toneladas de CO2 nas emissões. Ganham o planeta e o bolso dos consumidores de todo o país, que terão uma economia anual de R$ 665 milhões.[OLHO]

A desativação das usinas termoelétricas será viabilizada por meio da construção de novas subestações de linhas de transmissão. Para mostrar na prática o compromisso com a pauta da sustentabilidade, a empresa decidiu que os traçados das linhas farão o desvio de fragmentos de vegetação. Além disso, equipes de biólogos, veterinários e arqueólogos acompanharão as obras.

Tema internacional

O tema da descarbonização é cada vez mais relevante nas grandes discussões internacionais. Em 31 de março, os principais líderes internacionais de energia e clima, representantes de cerca de 40 países, participaram da Cúpula AIE-COP26 Net Zero (Agência Internacional de Energia) formas de trabalhar em conjunto com o objetivo de reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa e cumprir as metas do Acordo de Paris.

O Net Zero Summit, co-organizado pelo diretor executivo da AIE Fatih Birol e pelo presidente da COP26 Alok Sharma, reuniu representantes dos ministérios de energia e clima de países como Brasil, China, União Europeia, França, Alemanha, Índia, África do Sul e Reino Unido. Também fizeram parte das discussões grupos da sociedade civil, empresas privadas e instituições governamentais.

Sharma foi incisivo ao pontuar o papel dos atores desse jogo. “É hora de o mundo passar de uma década de deliberações sobre a mudança climática para uma década de entrega. O Reino Unido incentiva fortemente os países a endossar os sete princípios da AIE para atingir o valor líquido zero. A Cúpula de hoje mostrou claramente a disposição de governos, sociedade civil e empresas de trabalharem juntos em cada setor emissor para fazer isso acontecer e manter a meta de 1,5 grau ao alcance.”