A proteção ao patrimônio natural e histórico de Rondônia é prioridade da Energisa, que mantém equipe focada em estudar os povos antigos que habitaram o Estado 

Rondônia possui mais de 400 sítios arqueológicos cadastrados no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Estado é um dos mais ricos em termos de patrimônio ancestral dos povos que habitaram o Brasil antes da chegada dos Portugueses. Esse verdadeiro tesouro inclui desde pinturas rupestres até ferramentas, armas e cerâmicas. O estudo desses artefatos ajuda a compreender as origens do povo brasileiro e a entender como os antepassados se aproveitavam da natureza sem destruí-la. 
“Os indígenas ocupam o território brasileiro há milhares de anos e desenvolveram todo um conhecimento sobre a natureza local”, afirma Luzay Lopo Generoso Filho, responsável pela área de meio ambiente da Energisa. “Nós podemos aprender muito com eles.”

O valor da arqueologia

O trabalho de Luzay à frente da área de meio ambiente é garantir que a infraestrutura de energia não comprometa o estudo dos artefatos antigos. Antes de uma obra, sua equipe e parceiros especializados nessa ciência, contratados pela concessionária, fazem um estudo do local para saber se há algum sítio arqueológico que possa ser afetado pela infraestrutura. Quando encontram um artefato, eles encaminham a universidades para serem estudados.

“A arqueologia é fascinante. Ela permite conhecer uma época em que não havia escrita. E o Brasil foi intensamente povoado antes da chegada dos europeus. Essa é uma história que, infelizmente, não aprendemos na escola”, afirma Luzay. Conservar os artefatos nas mesmas condições em que foram encontrados é muito importante, ressalta o especialista, pois, com a tecnologia atual, é possível até identificar moléculas de alimentos presentes na cerâmica, o que permite conhecer a dieta dos povos antigos.

Licenciamento ambiental em dia

Essa é apenas uma das ações que a Energisa mantém para proteção do patrimônio histórico e natural nos estados onde ela atua. O respeito ao meio ambiente é um valor imutável para a companhia. Quando assumiu a concessão em Rondônia, no entanto, a empresa encontrou um cenário ruim. A maior parte das subestações operava de maneira irregular e apresentavam riscos ambientais. 

Das 54 subestações, 32 sequer tinham licença ambiental. “Em um ano e meio, mapeamos o que precisava ser feito e executamos as obras de adequação”, afirma o diretor-técnico da Energisa Rondônia, Fabrício Sampaio. Hoje, todas estão com a documentação em dia e não mais representam um risco à natureza. 

Foram investidos 1,4 milhão de reais em estudos ambientais e taxas de licenciamento. Em algumas subestações foi necessário construir muros para aumentar a segurança.