Para Lucas Pinz, diretor de Inovação e Planejamento Estratégico da Energisa, novas soluções tecnológicas são fundamentais para os avanços do grupo na digitalização, em projetos de energia limpa e na relação com a comunidade

A tecnologia é a base para uma atuação responsável, que respeite o meio ambiente e tenha o cliente como ponto central das estratégias. Na Energisa, esse pensamento está enraizado em uma cultura de inovação, que vem desde a fundação da companhia, há 116 anos. 

Para Lucas Pinz, diretor de Inovação e Planejamento Estratégico da Energisa, somente o investimento contínuo em novas tecnologias pode garantir um atendimento pleno ao cliente. Para isso, é fundamental que a empresa foque seus esforços de inovação na resolução dos problemas dos consumidores. 

Em entrevista ao Portal Juntos, Pinz falou sobre a tradição inovadora da Energisa, meio ambiente e digitalização e transição elétrica. Confira os principais trechos da conversa: 

Qual é a importância da inovação para a Energisa? 

A Energisa é uma empresa de 116 anos que se reinventou muitas vezes, que está sempre na frente e que tem o desafio de fazer esse movimento de forma sustentável. A inovação é um dos nossos valores, reforçado pela renovação e a transformação do setor elétrico. Atualmente, inovar é ainda mais importante, pois a sociedade vivencia um momento de transição tecnológica. Temos visto mudanças com a introdução de novas tecnologias de geração, transmissão e distribuição, além de mudanças no comportamento do consumidor proporcionadas pela digitalização.

Qual é o perfil desse novo consumidor?

Ele é cada vez mais digital, mais conectado. Num ambiente que passará por mudanças regulatórias no futuro e será mais competitivo, o cliente terá mais opções, por isso sabemos da importância de nos posicionarmos primeiro.

Como atender esse novo cliente mais conectado e informado? 

A maior parte das inovações desenvolvidas pela Energisa é focada na experiência dele, para aumentar o seu engajamento. Buscamos inovações que resolvam os problemas dos nossos clientes. A Voltz, primeira fintech do setor elétrico, é um exemplo disso. A startup surgiu dentro da Energisa a partir de um projeto para reduzir a inadimplência. A ideia foi tão boa que acabou virando um negócio, que tem o potencial de ajudar milhares de pessoas a planejar melhor sua vida financeira.  

Em campo, como o incentivo à inovação se reflete em melhorias para o cliente? 

Além da relevância que damos às novas demandas dos nossos clientes, também sabemos da importância de acompanhar de perto as mudanças climáticas. Nesse contexto, estão temas como a alteração do regime de chuvas e o seu efeito na vida do consumidor de energia. A tecnologia pode, por exemplo, ajudar a antever determinados eventos climáticos. Hoje, já contamos com recursos de inteligência artificial (IA) que otimizam processos de manutenção na rede e permitem que os trabalhos das equipes de campo sejam planejados de acordo com os eventos climáticos. Em Tocantins, por exemplo, fazemos o controle de raios para ver o impacto nos transformadores, que são ativos críticos na distribuição.

A tecnologia também ajuda na área social, outro grande foco da Energisa? 

Sim, isso já tem acontecido. Por exemplo, com inovações que possibilitaram a implantação de projetos como o Ilumina Pantanal (instalação de um sistema de geração solar fotovoltaica e armazenamento em baterias que beneficiou 2.090 famílias) e a Vila Restauração (parceria entre Energisa Acre e a Alsol que levou energia limpa e contínua à comunidade ribeirinha por meio de um sistema que inclui geração solar fotovoltaica e armazenamento de energia). Ambos valorizam os aspectos ambientais e sociais e foram viabilizados graças a investimentos em inovação.