Quatro empresas são listadas em diferentes recortes do ranking, feito a partir de entrevistas com os funcionários das companhias

Duas distribuidoras – da Paraíba e de Mato Grosso do Sul -, a fintech Voltz e a Multi, responsável pelo serviço de contact center, todas pertencentes ao Grupo Energisa, estão entre as empresas apontadas como destaques por seus funcionários no Great Place do Work Brasil (GPTW), que reconhece características como confiança, alto desempenho e inovação. 

A Energisa Paraíba ficou em segundo lugar no ranking GPTW do estado. A operação conta com cerca de 1.700 colaboradores e é uma das referências na geração de empregos em território paraibano.

“Fazer com que cada profissional se sinta valorizado e satisfeito é um desafio, por isso, ver o nosso time nos colocar entre as melhores para se trabalhar é uma conquista que nos deixa felizes e, ao mesmo tempo, ratifica a nossa responsabilidade com o bem-estar de todos os colaboradores da Energisa”, diz Adelene Dias Ribeiro, gerente de Recursos Humanos na Paraíba.

O ranking cearense do GPTW, a Multi foi um dos destaques pela primeira vez como uma das melhores empresas para se trabalhar no Ceará.

A Energisa Mato Grosso do Sul foi reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar no Centro-Oeste, alcançando o sétimo lugar de um total de 179 companhias. Foram levadas em consideração critérios como práticas de gestão de pessoas e engajamento no ambiente de trabalho. Foi o quarto ano consecutivo que a distribuidora foi destaque entre as companhias avaliadas na região. 

A startup Voltz é uma das mais jovens empresas do Grupo Energisa e foi outra das surpresas ao ficar no top 3 das melhores empresas para se trabalhar no Rio de Janeiro. Frederico Dias, head de HR, Talents Success and Customer Success, explica como tem sido o processo de construção do ambiente corporativo desde a fundação do negócio, há pouco mais de um ano.

Frederico Dias, head of HR, Talents Success and Customer Success at Voltz

Voltz, conta em conversa com o Energisa Juntos o que explica a evolução tão rápida.

Como uma empresa com tão jovem conseguiu uma avaliação tão boa no GPTW?

Somos uma empresa de um ano e quatro meses. Decidimos desde o início pelo modelo de uma cultura flexível, com uma hierarquia totalmente horizontal. Do estagiário ao principal gerente executivo, todo mundo conversa com todo mundo, o que faz com que as pessoas sejam ouvidas. 

Pode dar um exemplo desse espaço para o diálogo?

Toda segunda-feira a empresa fala dos seus resultados e conquistas. É a oportunidade de discutir também sobre o que precisa melhorar e dar transparência ao desempenho, mostrando o papel fundamental que todos devem ter no crescimento.

O fato de ser uma fintech pertencente a uma empresa centenária tem alguma influência na estratégia da Voltz na área de recursos humanos?

Sim, a Voltz assimilou alguns benefícios que muitas fintechs não têm por causa da sua origem, como Programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o plano de saúde. A fintech já nasceu, por exemplo, com um plano de cargos e salários que não é engessado e que valoriza o talento e estimula o seu crescimento. Se a empresa está crescendo e a gente tem um colaborador da casa com capacidade para crescer junto, não importa quanto tempo ele tem de casa. 

Como o tema da diversidade está presente na Voltz?

Trazemos pessoas do mercado para falar de diferentes temas, como bem-estar, inteligência artificial e contratação acima dos 40 anos. Neste ano, tivemos o primeiro programa de estágio sem limite de idade. Tomamos essa decisão porque queremos ser uma empresa sem limite e acreditamos nas pessoas que têm experiência para aprender.  Uma das nossas estagiárias tem cerca de 37 anos, está na sua segunda formação universitária.