Projeto levará energia elétrica a 2.167 unidades consumidoras, o que representa em torno de 5 mil habitantes 

O projeto “Ilumina Pantanal”, que leva energia solar para a região do Pantanal, foi indicado a um dos maiores prêmios de inovação em geração solar do mundo: é o Solar & Storage Live Awards 2021, que acontecerá entre os dias 23 e 25 de novembro em Birmingham, na Inglaterra.  

Para o diretor presidente da Energisa Mato Grosso do Sul, Marcelo Vinhaes, esse reconhecimento extrapola o orgulho que sentimos do estado. “É o nosso Pantanal sendo destaque internacional com a Energisa levando essa iniciativa para um dos maiores encontros em energia renovável do mundo. Seguiremos investindo continuamente em inovação e sustentabilidade. Temos a convicção de que criamos uma solução pioneira e robusta que vai contribuir, de forma significativa, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e para o desenvolvimento sustentável deste que é considerado um Patrimônio Natural da Humanidade”, declara. 

O projeto da Energisa Mato Grosso do Sul e Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) concorre com outras duas iniciativas na categoria “International Solar and/or Storage Project of the Year” – Projeto Internacional Solar e / ou Armazenamento do Ano. 

O prêmio é concedido pela Solar Energy UK, uma organização sem fins lucrativos que trabalha em uma agenda que representa toda a cadeia de valor do armazenamento solar e de energia, liderada por membros de mais de 230 empresas e associados.

Para saber mais, visite terrapinn.com/ssl/solarenergyuk

Início em 2015 e censo da região

A universalização do Pantanal teve início com um projeto de pesquisa e desenvolvimento da Energisa fomentado pela Aneel. Num primeiro momento, a Energisa realizou, junto com o Instituto Lactec, um censo inédito da região, colhendo informações de cunho socioambiental, analisando o ambiente regulatório e diagnosticando o atendimento e o zoneamento. A pesquisa identificou moradores que vivem nas regiões remotas do Pantanal: ribeirinhos – população local que vive às margens do rio; pessoas que moram em grandes propriedades rurais e algumas colônias/comunidades mais afastadas. 

“O projeto Ilumina Pantanal trouxe as mais modernas tecnologias para geração e armazenamento de energia solar para atender o pantaneiro, conciliando ainda com os pilares ambiental e social. Esta premiação internacional ratifica a qualidade do projeto e sua relevância para a universalização da energia elétrica de forma sustentável”, aponta Antônio Matos, gerente de Planejamento da Energisa e head do projeto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) junto à Aneel. 

Sobre o Ilumina Pantanal

O projeto Ilumina Pantanal é uma parceria do Grupo Energisa com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e o Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, Eletrobrás e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além do Conselho de Consumidores de Mato Grosso do Sul (Concen/MS). Até 2022, a iniciativa levará energia elétrica a 2.167 unidades consumidoras, o que representa em torno de 5 mil habitantes espalhados por uma área de 90 mil km², nos municípios de Corumbá, Aquidauana, Coxim, Ladário, Porto Murtinho, Rio Verde e Miranda. Desse grupo, 77 famílias já foram atendidas por rede de distribuição convencional, e agora começam a ser implementados para os demais os sistemas individuais de geração solar. Em todas as unidades consumidoras haverá a instalação básica de elétrica predial, com tomadas e lâmpadas de LED, mais eficientes e econômicas. Ao todo, a Energisa e o Governo Federal estão investindo R$ 134 milhões no projeto.

Avanço importante

No fim de setembro a concessionária contemplou com um kit de geração de energia solar o cliente de número 500. A família de Salvador Alves de Arruda, ribeirinho na região do Paraguai Mirim, é uma das 2.090 famílias a receber os sistemas individuais de geração solar, em que o excedente de energia solar gerado é armazenado para dar continuidade ao fornecimento à noite ou em dias chuvosos e nublados.

“Mudou muita coisa. ‘Pra’ tomar uma água gelada era possível somente direto do rio corrente. O peixe tinha que comer fresco, não tinha como guardar. É um alívio. A minha esposa é noveleira demais e agora vai poder ver todas que quiser.  ‘Tá’ valendo e vai valer por muito tempo, graças a Deus”, diz Salvador emocionado.