Projeto faz parte das mais de 6 mil ligações do Programa Luz para Todos previstas para 2021 e atende quem perdeu o acesso à energia nas cheias de 2014

Cerca de 500 residências e comércios do Baixo Madeira, no estado de Rondônia, vão receber nos próximos dois meses novas ligações elétricas. Serão beneficiados os moradores e empreendedores de Demarcação, São Carlos, Nazaré e Calama. Essas localidades tiveram o fornecimento comprometido nas cheias de 2014. Com as obras da Energisa, esses clientes serão reintegrados ao sistema por meio do Programa Luz para Todos (PLpT), do governo federal, que tem como objetivo universalizar o acesso à energia elétrica em áreas rurais.

Os 42 municípios de Rondônia, a exemplo das localidades do Baixo Madeira, fazem parte da ferramenta recém-lançada pela Energisa, disponível no link (https://bit.ly/3vIP0uu), que permite consultar os beneficiados por investimentos do programa em 2020 e os que serão destino desses recursos em 2021.

Acesso

Quem mora em uma dessas localidades pode entrar em contato com a concessionária para solicitar a inclusão no plano de trabalho, orienta o gerente da Energisa responsável pelo projeto, Alfredo João de Brito. “Já temos mais de 500 unidades mapeadas e podemos atender a endereços em um raio de até dois quilômetros de distância de onde estão programadas novas ligações, mas é importante comprovar residência no local.”

Comerciante e administrador distrital de Calama, Lagenilson Pinto da Silva, conhecido como Abelha, colaborou com a equipe de projeto na identificação das localidades em condições de serem beneficiadas. “Muitas famílias reclamam da qualidade, porque só tem energia por meio de um fiozinho, muito longo. Agora, terão energia de verdade”, afirma. 

Desafios

Sebastião Santiago Junior, supervisor técnico da concessionária, explica que essas redes frágeis são rabichos (ligações clandestinas). O principal desafio do projeto é construir uma rede robusta, que aguente as condições ambientais da região. Foi preciso planejar a logística para garantir a execução dentro de dois meses.

“São cerca de 60 quilômetros de rede, grande parte dela passando na margem do Rio Madeira, exposta a muitos desbarrancamentos. Precisaremos lidar com a vegetação na região, que não é nativa, mas é bastante densa e também com os ciclos de cheia do rio”, detalha Santiago.