Projeto de construção do abrigo, destruído nas queimadas de 2020, teve o apoio da Energisa de MS

As queimadas no Pantanal, registradas em 2020, desabrigaram parte da fauna local. Um casal de tuiuiús, ave-símbolo do bioma, teve um destino diferente.

A Energisa, a Fundação do Meio Ambiente de Corumbá, Embrapa Pantanal e Instituto Arara Azul trabalharam juntos na reconstrução do ninho, destruído pelo fogo. Foi feito um abrigo artificial com o objetivo de atrair novamente o casal para que se tentasse a reprodução da espécie.

O projeto de preservação e recuperação do meio ambiente, realizado em outubro do ano passado, foi desenvolvido em Corumbá (MS), às margens da BR-262, perto do antigo ninho das aves, que ficava no alto de um ipê. O local era tombado como patrimônio do município.

Recentemente, colaboradores da Energisa tiveram uma boa notícia. Os tuiuiús escolheram a estrutura artificial, feita de metal, como nova morada. Agora, a expectativa é que o casal procrie e, aos poucos, o Pantanal volte a ser repovoado.

O ipê, uma das espécies mais altas na região, atrai tuiuiús por causa da casca rugosa e a copa aberta, que ajudam tanto no pouso quanto no momento de levantar voo, além de servir para chocar os ovos. O período reprodutivo começa em maio e termina em novembro. O casal volta ao mesmo ninho todos os anos e faz apenas pequenas melhorias com alguns galhos para reocupar aquele espaço.